Competências para cuidar na vivência da morte do paciente

Autores

  • Paula Cristina Martins Nunes Serviço de Cirurgia - Tira 1, Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE
  • Sílvia Manuela Pação Alminhas Serviço de Urgência, Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE

DOI:

https://doi.org/10.31877/on.2013.23.04

Palavras-chave:

atitudes de enfermagem, morte, comunicação e família

Resumo

O presente artigo de revisão sistemática da literatura centra-se nas necessidades da família/cuidador face à comunicação da notícia da morte, dando relevância às competências/atitudes do enfermeiro na comunicação dessa notícia e como influenciam no superar da perda e a vivência do luto saudável.

Objetivos: Identificar as necessidades sentidas pela família/cuidador face à notícia da morte e compreender de que forma a comunicação pode ser uma estratégia no superar da perda e na vivência de luto saudável.

Metodologia: Para a elaboração desta revisão sistemática foi utilizada a metodologia PI[C]OD e selecionados 6 artigos de investigação, de uma amostra inicial de 79, obtidos da base de dados Cinahl.

Resultados: Foram inúmeras as necessidades identificadas pelas famílias/cuidador face à morte, destacando-se, entre estas, a necessidade de uma abordagem comunicacional cuidada, a ambivalência de sentimentos e do respeito para com o seu familiar. A forma como se comunica foi considerada importante para a vivência do processo de luto, já que, uma comunicação aberta e clara,
tendo em conta a análise dos receptores dessa comunicação, facilita o modo como os membros da família/cuidador vivem o seu luto e a perda.

Conclusões: As principais conclusões obtidas através da realização desta pesquisa revelam que a perda, a sua perspetiva e o processo de luto afectam o sistema familiar, levando à sua reorganização e redistribuição de papéis. É função do enfermeiro identificar as necessidades afectadas da família para proporcionar melhor acompanhamento e apoio, de modo a que esta possa superar a perda e viver o luto de forma saudável, respeitando sempre os seus costumes e crenças religiosas.
Os enfermeiros deveriam desenvolver e aprofundar as suas competências comunicacionais (formação), de forma a responder às necessidades das famílias/cuidador, numa perspetiva de unicidade e multiculturalidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Walsh, F. & Mcgoldrick, M. (1998). Morte na Família: Sobrevivendo às Perdas. Porto Alegre, Brasil: Artmed. ISBN: 8573074027.

Martins, M. (2007). O enfermeiro e o alívio do sofrimento. Uma revisão da literatura. In: Pensar em Enfermagem, 11(1) (1º Semestre), 34-43. ISSN0873-8904.

Mcilfatrick, S. (2007, January). Assessing palliative care needs: views of patients, informal carers and healthcare professionals. Journal Of Advanced Nursing, 57(1), 77-86. Retrieved May 21, 2009, from MEDLINE with Full Text database.

Barbosa, A. (2006). Manual de Cuidados Paliativos. Lisboa: Núcleo de Cuidados Paliativos do Centro de Bioética da Faculdade de Medicina de Lisboa. ISBN 978-972-9349-21-8.

Felicíssimo, A. R. & Sequeira, P.M.D. (2007). A Família como Unidade de Intervenção em Enfermagem. Sinais Vitais. Coimbra. ISSN 0872-8844. 71 (Mar.), 31-34.

Apóstolos, J.L.A., Cunha, S.R.P., Cristo, J.M.F. & Lacerda, R.P.P (2004). A vivência dos familiares de doentes com doença oncológica em fase terminal de vida numa unidade de cuidados paliativos. Revista Investigação em Enfermagem. Coimbra. ISSN 0874-7695. 10 (Ago.) 29-37.

Franco, M.H.P. (2008). Luto em cuidados paliativos. In: Cuidado paliativo. São Paulo: CREMESP. Disponível em http://www.4estacoes.com/pdf/textos_saiba_mais/luto_em_cuidados_paliativos.pdf.

Ferreira, L. & Dias, M.O. (2007). Só acredito em duas coisas: em Deus e em vocês! Cuidados de enfermagem valorizados pelo doente oncológico em fase terminal. In CAMARRO, Isidora [et al.] – Aprendendo o cuidado de enfermagem. Lisboa: Escola Superior de Enfermagem de Maria Fernanda Resende, 2007. ISBN 978-972-99675-1-5, 339-358.

Carvalho, M.L.G. (2007). Morte, cuidados paliativos e a família do doente terminal. Nursing. Lisboa. ISSN 0871-6196. 17(227) (Nov.), 36-44.

Fridriksdottir, N., Sigurdardottir, V. & Gunnarsdottir, R. (2006). S. Important needs of families in acute and palliative care settings assessed with the Family Inventory of Needs. Palliative Medicine. London. Jun., 20(4), 42.

Fortin, M. (1999). O Processo de Investigação: Da concepção à realização: (2ª ed.) Loures: Lusociência. Edições Técnicas e Científicas, Lda. ISBN 972-8383-10-X.

Karen, S.D., Otten, C. & Stephens E. (2005, April). Nursing experience and the care of dying patients. Oncology Nursing Forum, 32(1), 97-104. Retrieved May 27, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database.

Lange, M., Thom, B., & Kline, N. (2008, November). Assessing nurses’ attitudes toward death and caring for dying patients in a comprehensive cancer center. Oncology Nursing Forum, 35(6), 955-959. Retrieved May 27, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database.

Costa, J.C., Lopes, K., Rebouças, D., Carvalho, L.N.R., Lemos, J.F. & Lima O.P.S.C. (2008). O enfermeiro frente ao paciente fora de possibilidades terapêuticas oncológicas: uma revisão bibliográfica. Disponível em: http://www.fug.edu.br/revista_2/pdf/artigo_10.pdf. (3 ABR 2009).

Schulman-Green, D., McCorkle, R., Cherlin, E., Johnson-Hurzeler, R., & Bradley, E. (2005). Nurses’ communication of prognosis and implications for hospice referral: a study of nurses caring for terminally ill hospitalized patients. American Journal of Critical Care, 14(1), 64-70. Retrieved May 27, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database.

Traylor, E.S., Hayslip, B., Kaminski, P.L. & York, C. (2003). Relationships between grief and family system characteristics: a cross lagged longitudinal analysis. Death Studies. 27(7), 575-601.Retirado a 7 de Junho de 2009, da MEDLINE with Full Text database.

Kelly, L., Linkewich, B., Cromarty, H., St Pierre-Hansen, N., Antone, I., & Gilles, C. (2009). Palliative care of First Nations people: a qualitative study of bereaved family members. Canadian Family Physician, 55(4), 394-395.e7. Retrieved June 19, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database

London, M. & Lundstedt, J. (2007, April). Families speak about inpatient endof-life care. Journal of Nursing Care Quality, 22(2), 152-158. Retrieved May 27, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database.

Vohra, J., Brazil, K. & Szala-meneok, K. (2006). The Last Word: Family Members’ Descriptions of End-of-Life Care in Long-Term Care Facilities. Journal of Palliative Care. Toronto: Spring, 22(1), 33.

Iranmanesh, S., Savenstedt, S. & Abbaszadeh, A. (2008). Student nurses’ attitudes towards death and dying in south-east Iran. International Journal of Palliative Nursing, 14(5), 214-219. Retrieved May 27, 2009, from CINAHL Plus with Full Text database

Downloads

Publicado

25-03-2013

Como Citar

1.
Cristina Martins Nunes P, Manuela Pação Alminhas S. Competências para cuidar na vivência da morte do paciente. journal [Internet]. 25 de Março de 2013 [citado 28 de Maio de 2024];(23):35-43. Disponível em: https://onco.news/index.php/journal/article/view/170

Edição

Secção

Artigos de Revisão